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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

As laranjas podres

De tudo fazia para ter amor. Mas, o pior de tudo, é que não sabia realmente o que queria. Amor, dor, prazer, ardor... Ele não definia se sofria ou se sorria.

Tratava com tanta calma e tranquilidade aquilo que realmente era um mar de confusão e inquietude. Dava aos próximos a impressão que, mesmo assim péssimo por dentro, era o grande, o destemido e vencedor.

Preocupado, um grade amigo, que na verdade já não sabe mais o que é, decidiu tentar entender. Sozinho, pois aquele um já não estava mais próximo o bastante para uma desses conversas francas de homens.


Verde-branco-laranja. A mais bonita das podres.
Mas, tentando entender, decidiu esquecer. Cansado de pensar em quão dura a vida pode bater naquele que tenta ser apenas mais um que decidiu aparecer. E, como a laranja podre se destaca das demais, ele quer ter seu reconhecimento, custe o que custar, seja da cor que for.

Pois então, de preocupado à não-amigo, decidido e despercebido, passou pela vida de quem um dia pensava ser um primo, talvez.

A laranja podre começa se apodrecer por dentro, para depois mostrar seu lado verde e obscuro por fora. Infectado, amaciado, destruído e descuidado, ele mesmo agora só espera a hora de mostrar para seu externo, aquilo que realmente cultiva por dentro.


quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Não se aborreça!


- A palavra é transitoriedade.

Meu Deus!


Confesso que eu congelei. Por um milésimo de segundo mil coisas vieram à cabeça. É, foi medonho.

Então, fui rapidamente pesquisar sobre a tal palavra em minha mente. Mas confesso que, infelizmente, não encontrei algo. E então voltei ao status quo, à minha cadeira e vi aquele mesmo cara grande sorrindo. Era a luz no final do túnel.

Após muitas palavras e agradecimentos, percebi que a mudança é uma grande companheira de nossas vidas. Percebi que devemos ter humildade e dignidade se quisermos saber como conduzi-la de forma a edificar nossas vidas. Saber olhar para uma virtude e não para algo obscuro.

Com as mudanças extraímos um pouco de toda a polpa, mas sem arrancar nenhum pedaço do fruto em questão. E é aí que vem a parte boa de toda a história.
Bom é saber que quando algo se separa de você, apenas os atributos que você escolhe ficam ao seu lado. E também aquilo que foi escolhido de você, é apenas o que segue em frente com aqueles passos que se distanciam.

Bom é saber aproveitar o tempo que temos bem perto daquilo que estamos, para que, sem surpresas ou aborrecimentos, continuemos crescendo, mesmo distantes!