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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Novos velhos


Sim, velhos. Pois, pra mim, passou da meia idade já é velho. E vai dizer que não...

Eles me impressionam. Digo eles pois, assim como o título, me refiro aos homens. 

- Como vai o senhor?
- O senhor tá no céu. E eu tô bem, bixo.

"Tô bem na fita, não?!"

É de cair no chão em risadas, não?! Já ouvi isso por ene vezes, e com certeza vou continuar ouvindo. Pois bem, não foram eles, que na década de 70, 80, e começo de 90 nos ensinaram a ter educação? Será que a palavra "senhor" é tão down assim?

Poxa, eu tenho 22 anos, confesso que sou meio acabado, e já fui chamado diversas vezes em comércios e outros locais de "senhor", e nem por isso surtei. Não morri, nem envelheci. Não nasceram cabelos brancos. Apenas fui tratado com respeito.

E não se confunda. Não falo dos velhos que assumem sua idade e aparentam ser novos. Sabe aqueles que recebem elogios na rua? Não, não são esses.

Falo dos "achões". Que acham tudo na vida, menos ser velhos. Hehehehe.

Agora, não me venham cobrar - vocês, velhos de hoje - educação dessa molecada nova aí nas ruas, pois são vocês mesmos quem os deturpam.

As calças de linho trocadas pelos furos e borrados dos novos jeans. As camisas sociais substituídas por números perdidos e gigantes jogadores de Polo a cavalo (quem joga isso?). Os chapéus, boinas e caps, agora vistos como ridículo, e trocado por bonés...

Fora as caras e bocas, nas noites incomuns aos velhos de ontem. Aos carros que competem com os jovens. Aos sons que agridem o seu cérebro. Fora os assuntos discutidos e as brigas arranjadas.

Esses são exemplos de que eles mudaram.

Mas, pelo pouco que sei dessa vida, posso dizer uma coisa: você pode correr da sua roupa, do seu carro, da sua companheira, mas do seu tempo meu amigo, desse você não escapa. Nem com milagrosos cremes antiidade. Nem com massagens terapêuticas feitas por virgens do Alaska mergulhadas no gelo puro e intocável.

É, creio que o tempo é uma parte da natureza. Não se pode sentir medo. Não se pode combater. É preciso ser grande o bastante para aprender a crescer jogando à seu favor. Deve-se desfrutar de suas virtudes e juntos alcançar um nível superior.

O velho quer ser outro, mas, no fundo, nem mesmo ele sabe quem.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

De que é feita a vida?


"Companheiros"

Sabe, essa pergunta cria muitas rugas em pessoas por aí... Por se perguntarem, ou mesmo tentar entender a resposta sem se perguntar.

Acredito que a vida é feita de momentos. É como um mural de fotografias, que é montado, hasteado em alguma parede e relembrado por vários anos e pessoas. Mas quando as vezes este se torna ultrapassado, esquecido.

Os momentos foram bons, com certeza. Mas os amigos mudaram, as coisas aconteceram e o mural não pode ficar estático. Ele deve ser restaurado. Sim, muitas fotos continuarão ali, mas, só com o tempo, você verá quais realmente são importante para sua vida. O tempo trará a chave da porta de seu coração e mostrará quais são os verdadeiros companheiros da sua caminhada.

E não se desfaça das fotos, e nem dos amigos que ali estão. Eles também são importantes, mas agora estão num segundo plano. E nem por isso fizeram com que aquele momento ali retratado fosse esquecido, ou renegado. Ele continua sendo um belo momento que mereceu uma foto!

É como acontece comigo e, acredito que, com muitos. Vejo fotos de 10 anos atrás e relembro das minhas amizades e companhias. Eu queria ser amigo do Brito, queria ser o melhor amigo dele. Achava ele legal e sempre acontecia alguma coisa por perto dele. E eu queria estar lá, fazia de tudo.

Mas agora vejo que ele não é mais importante para mim. Infelizmente, não me lembro mais assim dele. E pra falar a verdade nem lembro mais o nome daquela cachorra gorda e engraçada que ele tinha.

Bom, me parece que é assim.

Os  momentos, as lembramças, os registros e a felicidade. Mas - depois de tudo isso - temos que lebrar do ciclo. Que tudo se renova... mas que sempre vão existir aqueles que têm a "cadeira cativa" ao seu lado.

Pessoas importantes vêm e vão, mas só as especiais ficam... E ninguém melhor que o tempo para lhe contar quem elas são.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Essa tal comodidade...


É, vou logo de cara avisando que só coloquei essa imagem aí em cima porque o blog Redator tem como hábito, por que se fosse por mim ela estava bem longe dessa postagem.

E podem vir com comentários e emails que eu sou ranzinza que eu não me importo, apenas gosto de dizer o que eu penso, pois já pastei muito na vida e não tenho mais paciência pra engolir sapo!

Bom, me desculpem aqueles que gostam de ler, pois já comecei com "pauladas", mas, vocês se acostumam. E olha como é engraçado, é exatamente sobre isso que eu vou escrever aqui.

Sempre reparo nesse pessoal de hoje, poxa eu ja tenho mais de trinta anos e sei bem sobre essa molecada. Simplesmente não gostam de ler. E ponto final.

Literalmente falando.

É só figura, imagem, som... Parece até que não gostam explorar algo novo, de exercitar o cérebro. Ué, e aonde está essa juventude tão "pra frente" como todos dizem?

Você pode perceber que raramente um blog de redação - como este - é visitado por jovens. Apenas descobrem aquilo que é colorido, sonoro e digital. Ou seja, aquilo que os outros querem que eles saibam.

Deu pra pegar? Eles batem fotos com suas maquinas e celulares como se aquilo fosse uma brincadeira. Porra, eles não sabem da arte que era uma foto. O quanto demorava uma revelação. O quão difícil era descobrir que quando você abriu a máquina, ela não tinha rebobinado a fita toda... e você perderia algumas fotos...

Não é?

Me lembro das aulas de ciência também, sobre nossas adaptações fisio e biológicas. Os dentes caninos eram feitos pra rasgar a carne e não comer macarrão instantêneo.

E sinto que com a informação é o mesmo. Todos vão se acomodando ao fácil, ao acessível... Não buscam opções diferentes ou batalham por uma pesquisa relevante, nem buscam saber sobre o passado, sobre aquilo que fez ele(a) estar ali.

Apenas fuçam na net - como dizem meus sobrinhos.

Mas o problema é que os malefícios são bem piores que dentes inúteis na boca. Sedentarismo, crises de stress, panico, enxaquecas, e todas essas doenças que vemos por aí que, antigamente, só se dava nos mais velhos.

E como vão ficar os nossos livros? E os jornais? E a sensação de ter o conhecimento nas mãos, aquele tato com uma enorme experiência?

Ahhh, me poupe. Não me venha com esse papo de Táblet daqui e Péd Pód dali. Isso é ilusão. Hora é "Guerra e Paz" hora é "Um menino de franja cantanto playback e ganhando milhões" nas suas mãos.

E pra quem provar que eu to mentindo eu não tiro meu chapéu, pois aposto que estará mais errado do que eu.

E tenho dito.