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quinta-feira, 25 de abril de 2013

Aquecendo a alma

Muito mais que uma campanha de roupas, agasalhos e adornos corporais, estão faltando doações de "cobertores emocionais" nas ruas. É empresário que ajuda para ter o nome no jornal, é fulano que se faz de coitado para pescar alguma conversa fiada, ao ganhar uma nova usada roupa.

São as lacunas sociais da falta de relacionamento humano que precisam ser preenchidas, e não as gavetas-sem-fundos da desalmada sociedade. Muitas pessoas e pouca conversa, muitos passos e poucos risos.

O problema é que os preocupados com a "função social" das s.a's e suas derivadas, se preocupam, antes de tudo, com a capa de um papel de mal cheiro, ou mesmo de uma tela que só se move quando tocada. E o coitado não vê, sequer, o primeiro passo da filha.

Cobrir a alma é preciso!


Abraços, beijos, bom dias, e por favores estão na sarjeta, pedindo esmola para um qualquer. Pedindo carona para estar com você, mesmo que seja só por uma tarde.

Joelhos precisam ser dobrados, como prova de humildade, seja em uma ajuda a um irmão caído, seja para agradecer ao seu Deus pela vida e pelo ar que respira.

Será que antes de doar um casaco, não podemos procurar quem realmente precisa dele, e fazer desse objeto um convite para apreciar um bom papo com quem precisa? Será que conversar assim, de corpo e alma é tão difícil? Será que a humildade de uma ajuda real é inacessível?

Precisamos nos humanizar. Todos nós. Se você procura ser melhor, assim como eu, vou dar uma dica bacana que li em um livro: Práxis. Pesquise essa palavra afundo, faz uma grande diferença. =D

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Dupla face.

Minha Mãe sempre disse: "Tudo tem dois jeitos de se falar...", mas confesso que quase nunca entendia o que ela tinha dito realmente.

Ela me dava exemplos de pessoas grosseiras e de pessoas amáveis, mas sempre aquilo ficava confuso na minha cabeça.

Agora, um pouco mais crescido, confesso que peguei a idéia da coisa. Pelo menos um pouco.

Não é simplesmente pelo fato de se expressar ou de como você se sente em algum momento/situação. É mais que isso.

Tudo tem dois lados. O tenebroso e o claro, o escuro e o pacífico.

Por exemplo: Você faz compras em uma rua de São Paulo, caótica e cheia de sujeira pelo chão. Milhares esbarram em você e o sentimento de claustrofobia dentro das lojas é imenso. Mas, a pessoa que está ao seu lado fala "dá uma olhada naquele ipê cheio de flores na calçada do lado de lá da rua." E você, sem antes ter visto aquela obra de arte em meio ao transtorno da rua, se admira.
Poxa, que egoísmo seu, olhar só para o chão, para não cair num buraco, olhar só para a sua frente para desviar dos obstáculos, e não olhar para cima! hehehe

Ou mesmo quando você nota, que mesmo com a correria do dia-a-dia, uma vendedora da loja se maqueia com cuidado e elegância, e é muito gentil ao te atender.

Deu pra ter uma noção??

Não é simplesmente o fato de falar, olhar ou fazer, mas sim de sentir.

Sentir a vibração boa das coisas ruins... por mais que seja difícil de enxergar, na maioria das vezes ela existe.

Viver com alegria e se importar realmente com o que te importa.

Eu não sou o dono da verdade, nem mesmo um redator de auto-ajuda, mas eu parei, pensei e realmente acho que agora, neste momento da minha vida, concordo com a minha Mãe e entendo uma parte do que ela queria me dizer há 10 anos atrás.

Pense nisso.

Um grande abraço, um ótimo fim de semana!

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