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quarta-feira, 12 de setembro de 2012

60Kg de sal

Há quem diga que se precisa comer muito, mas muito sal ao lado de uma pessoa para realmente conhecer quem ela é. Eu discordo.

E vou contar, em algumas linhas, por que.

É de se notar a quantidade de pessoas que, de um segundo para o outro, surtam. Seja por dinheiro, por amor, por dor... Elas mudam? Não sei. Só sei que cada vez mais, as próprias pessoas se conhecem menos, e conhecem menos ainda os seus reais valores.

"Personalidade frágil"
Cada dia que passa, temos menos tempo para nós mesmos, para nossas reflexões, inspirações e discussões com nossa pura alma. E se tanta gente assim anda nem conhecendo a sí próprio, quem sou eu pra dizer que com X ou Y de sal comidos, vou ficar conhecendo a pessoa?

Muitos amigos se foram, muitas pessoas passam pela vida da gente e acabam sumindo, mesmo morando na casa ao lado. Será o destino? Ou será que elas se escondem atrás de sua falta de caráter? E por que é que algumas pessoas que pouco estiveram comigo ainda permanecem do meu lado, seja ao menos um dia do semestre, mas que faz tudo ser tão nítido quando tínhamos tempo de sobra para estar juntos?

O ser humano é algo difícil de se decifrar. Mais difícil ainda é decifrar a amizade!

Mas, acredito que personalidade é para poucos, e é exatamente isso que deixa nossa vida muito mais leve!  E é exatamente isso que precisamos para uma vida mais saudável. E você, já sabe onde está a sua?

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Eis o jargão!

Suas doenças e meus anseios provém daquilo que, muito imundamente anda por entre as vielas daqui e de acolá.

Minhas noites mal dormidas são o alívio de um grande que, muito perversamente se aproveita do sumo social que ainda não foi extraído - vendido a preço de cacho, mas pago a preço de bagaço.

Existe uma grande pretensão que paira sobre nossas cabeças. O sentimento de satisfação as vezes tem outros nomes, outras formas. Ou mesmo são as mesmas formas, mas apenas com outras aparências.


Você é o famoso quem?

Subitamente paro e penso em tudo aquilo que um dia você me fez esquentar. Esfria e esquenta, até fundir aquela que não possui manual de instruções. Funde e enverga, torce mas não quebra - graças ao bom Deus.

Adianto por aqui a minha insatisfação com os seus compromissos e seus planos. Sei que tudo aquilo que você ingere é uma farsa. E seus dejetos saltarão sobre seus olhos, e então, involuntariamente vai se lembrar daquilo que acaba de ler. Não falo do mal cheiro de seus excrementos, e sim do seu conteúdo fraco, líquido e pobre.

Qual será o melhor dia para colher aquilo que nunca se plantou? Aquilo tudo o que o outro espera, ou mesmo aquilo tudo o que outros o fazem esperar, ou querer.

Me refiro aos que se travestem para outros. Aos que fingem ser amigos do dono do mundo. Aos que riem em suas confraternizações porcas e sombrias. Aos que mentem suas famílias. Aos que, muito obviamente se fazem de palhaços e fingem não saber qual é o número exato daquilo que os calça.

Você saberá quando umas e outras peças se encaixarem. Você sentirá, mesmo que somente com a ponta dos dedos, a força que as palavras e simples gestos possuem. Você se queima, se apaga, mas as seqüelas ficam. Você se cura, mas as lembranças não.

E então te pergunto: Ser ou não ser?

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Novos velhos


Sim, velhos. Pois, pra mim, passou da meia idade já é velho. E vai dizer que não...

Eles me impressionam. Digo eles pois, assim como o título, me refiro aos homens. 

- Como vai o senhor?
- O senhor tá no céu. E eu tô bem, bixo.

"Tô bem na fita, não?!"

É de cair no chão em risadas, não?! Já ouvi isso por ene vezes, e com certeza vou continuar ouvindo. Pois bem, não foram eles, que na década de 70, 80, e começo de 90 nos ensinaram a ter educação? Será que a palavra "senhor" é tão down assim?

Poxa, eu tenho 22 anos, confesso que sou meio acabado, e já fui chamado diversas vezes em comércios e outros locais de "senhor", e nem por isso surtei. Não morri, nem envelheci. Não nasceram cabelos brancos. Apenas fui tratado com respeito.

E não se confunda. Não falo dos velhos que assumem sua idade e aparentam ser novos. Sabe aqueles que recebem elogios na rua? Não, não são esses.

Falo dos "achões". Que acham tudo na vida, menos ser velhos. Hehehehe.

Agora, não me venham cobrar - vocês, velhos de hoje - educação dessa molecada nova aí nas ruas, pois são vocês mesmos quem os deturpam.

As calças de linho trocadas pelos furos e borrados dos novos jeans. As camisas sociais substituídas por números perdidos e gigantes jogadores de Polo a cavalo (quem joga isso?). Os chapéus, boinas e caps, agora vistos como ridículo, e trocado por bonés...

Fora as caras e bocas, nas noites incomuns aos velhos de ontem. Aos carros que competem com os jovens. Aos sons que agridem o seu cérebro. Fora os assuntos discutidos e as brigas arranjadas.

Esses são exemplos de que eles mudaram.

Mas, pelo pouco que sei dessa vida, posso dizer uma coisa: você pode correr da sua roupa, do seu carro, da sua companheira, mas do seu tempo meu amigo, desse você não escapa. Nem com milagrosos cremes antiidade. Nem com massagens terapêuticas feitas por virgens do Alaska mergulhadas no gelo puro e intocável.

É, creio que o tempo é uma parte da natureza. Não se pode sentir medo. Não se pode combater. É preciso ser grande o bastante para aprender a crescer jogando à seu favor. Deve-se desfrutar de suas virtudes e juntos alcançar um nível superior.

O velho quer ser outro, mas, no fundo, nem mesmo ele sabe quem.